O
órgão tem a meta de eliminar o uso da gotinha até 2020 devido ao risco,
ainda que extremamente raro, de essa vacina provocar a poliomielite em
vez de proteger contra a doença. A ideia é substituí-la progressivamente
pela versão injetável.
Hoje, existem duas vacinas contra poliomielite: a vacina oral de
poliomielite (VOP), também conhecida como gotinha ou Sabin, e a vacina
inativada de poliomielite (VIP), que é injetável e também conhecida como
Salk.A vacina oral foi responsável por erradicar a doença no país há
mais de 20 anos após campanhas de vacinação protagonizadas pelo
personagem Zé Gotinha. Ela é feita com vírus vivos atenuados e a
injetável é feita com vírus inativados. Em uma situação em que a
poliomielite é endêmica, a gotinha tem a vantagem de garantir uma
proteção indireta para a população que não foi vacinada, segundo o
médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de
Imunizações (SBIm).
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