A CAIXA prepara o processo de licitação de 6.104
casas lotéricas em todo o país (46% do total) ao longo dos próximos três anos.
A medida tem o objetivo de regularizar a concessão das casas lotéricas,
unificando o regime jurídico das unidades que começaram a funcionar antes de
1999. Até então, a permissão para entrar no ramo era concedida por
credenciamento na CAIXA. Além disso, o processo permitirá melhorar o serviço
prestado aos clientes por conta da padronização dos espaços. A situação das
lotéricas deve ser resolvida até o fim de 2018. A idéia é fazer a transição sem
interromper o atendimento, dada a importância das 6,1 mil lotéricas em questão.
De acordo com o vice-presidente de Varejo e Atendimento da CAIXA, José Henrique
da Cruz, o grupo responde por 68% dos jogos, 61% das transações financeiras e
por 55% dos negócios dos correspondentes bancários. “São números relevantes por
serem as lotéricas mais antigas", explica. Na maioria das unidades, o
faturamento gira de R$ 13 mil a R$ 25 mil, mas há casos que passam de R$ 60 mil
mensais. A medida cumpre um acordo firmado com o Tribunal de Contas da União
(TCU).
O banco publicará os critérios para o
certame no Diário Oficial da União na próxima quarta-feira (5). Serão licitadas
2 mil lotéricas por ano, divididas em lotes de 500 unidades a fim de facilitar
o processo. O primeiro edital será lançado em 22 de outubro e os contratos, que
começam a ser assinados em 2016, terão 20 anos de duração e poderão ser
prorrogados por igual período. Atuais donos de lotéricas poderão participar do
processo, que será realizado via pregão eletrônico. Vencerá quem der o maior
lance. Segundo José Henrique da Cruz, o lance mínimo será estipulado para cada
lotérica em função dos perfis diversos. Além disso, será necessário cumprir
pré-requisitos. "A localização das unidades, por exemplo, é muito
importante”. Verificada toda a documentação, o vencedor deve assinar o
contrato no prazo de 180 dias.
O banco fará sorteios para definir
quais lotéricas entrarão em cada pregão. O objetivo é evitar a concentração de
perfis próximos. Por isso, cada bloco de 500 unidades deve reunir unidades que
atuam sozinhas nos municípios, unidades com maior volume de pagamentos de
benefícios sociais e aquelas com grande quantidade de apostas, além das demais
não caracterizadas nesses critérios.

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