O ano é
de desafio para os gestores municipais. Eles têm a missão de equilibrar a
administração diante da crise, conectando ao projeto eleitoral.
Uma
coisa leva a outra.
Se
conseguirem resolver problemas básicos, como manter os salários em dia e os
serviços em funcionamento, os prefeitos estarão credenciados à reeleição.
Fracassando, o sucesso nas urnas tornará difícil. Entendimento simples. Lógico.
O
cenário que se apresenta não é animador. No Rio Grande do Norte, mais de cinco
dezenas de Prefeituras ainda não têm como pagar a folha de dezembro.
Considerável parcela desse grupo sequer quitou o mês de novembro.
Somam-se,
aí, as dívidas acumuladas com fornecedores, terceirizados e serviços.
Para
piorar, o ano começa com contas mais densas devido o reajuste do salário mínimo
e do piso nacional dos professores, e com receitas mais frágeis por
consequência da queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A primeira
cota de janeiro, depositada nesta sexta-feira, 8, registrou uma redução de 13%
em relação à mesma cota de 2015.
Segundo
o vice-presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN), prefeito de Assú,
Ivan Júnior (Pros), a previsão de receita da maioria dos municípios potiguares,
principalmente aqueles que dependem exclusivamente de repasses da União, é
incompatível com as novas despesas, e bem inferior ao montante de dívidas
acumuladas.
O
desânimo dos prefeitos é de tal forma que muitos deles não pretendem buscar a
renovação do mandato ou lançar um candidato, embora a choradeira de início de
ano geralmente não se repete no período eleitoral.
O fato
é que o quadro do momento é desafiador e muito provavelmente contaminará
projetos de reeleição de considerável parcela dos gestores municipais.
O
prefeito terá de conduzir o processo estabelecendo o equilíbrio entre a gestão
e o projeto eleitoral, trabalhando com as limitações impostas pela crise
econômica.
Tarefa
desafiadora.
. Blog do César Santos
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