Crédito Fundiário tem taxa de juros reduzida e novas condições para a juventude e a pobreza rural
O Conselho Monetário
Nacional (CMN) aprovou, nesta sexta-feira (04/01), a redução na taxa de
juros para o Programa Nacional de Crédito Fundiário, qua passa de 5%
para 2%. Para os jovens rurais (de 18 a 29 anos) e as famílias de
agricultores em situação de pobreza os juros são ainda menores, 1% e
0,5% respectivamente, dando a estes agricultores um tratamento
igualitário, independente da região em que vivem.
A Resolução 4177 prevê, também, a universalização da assistência técnica
e extensão rural (Ater), que passa a valer por cinco anos para novos
contratos, com um repasse de R$ 1.500 por beneficiário/ano.
As medidas aprovadas foram publicadas hoje (07/01), no Diário Oficial da
União e passam a vigorar em 1º/04/13. Tais mudanças tornam o programa
mais atrativo e eficaz na promoção da sucessão rural e no combate a
pobreza no campo.
O que mudou no PNCF

O CMN aprovou ainda a Resolução 4178, que estabele novas regras para
renegociação de dívidas do PNCF, Banco da Terra e Cédula da Terra. A
resolução possibilita aos contratos inadimplentes, em 31/12/12, a
renegociação de todas as parcelas vencidas, a redução para 2% na taxa de
juros e o alongamento do prazo de financiamento, permitindo aos
agricultores familiares com alguma pendência em seus financiamentos
possam renegociar suas dívidas e, dessa forma, voltem a acessar as
políticas publicas de custeio e sociais.
Para ter direito as novas condições o beneficiário deverá fazer a adesão
ao processo de renegociação e apresentar a documentação necessária até
28/03/2013, impreterivelmente. A formalização e o pagamento da
amortização tem prazo limite para 28/06/13. No caso dos contratos
adimplentes em 31/12/12, a redução da taxa de juros será automática.
A individualiazação dos contratos inadimplentes pode se feita
simultaneamente à renegociação, mantendo inclusive os mesmos prazos para
a adesão e formalização do porcesso.
O que mudou na Renegociação

As medidas aprovadas fazem parte de um conjunto de propostas para o
aprimoramento do PNCF, trazidas pelo do Grupo de Trabalho do Crédito
Fundiário - formado por representantes dos movimentos sociais e
ministérios do Desenvolvimento Agrario e Fazenda - e pelos participantes
do V Seminário do PNCF.
Na opinião do secretário de Reordenamento Agrário, Adhemar Almeida, “as
medidas vão dar aos agricultores familiares mais condições para que
estes possam produzir, comercializar e denvolver-se de maneira
sustentável. Esse é o modelo de agricultura pelo qual lutamos no MDA”,
disse.
Para o diretor de Agrária da Federação Nacional dos Trabalhadores e
Trabalhadoras na Agricultura Familiar (FETRAF/Brasil), Lázaro de Souza
Bento, as medidas aprovadas são importantíssimas, pois vêm facilitar não
só os agricultores familiares que precisam de terra, mas todos àqueles
que adquiriram imóvel, e que por alguma razão não deram conta de pagar
seus financiamentos. “Essas medidas vêm ao encontro de uma demanda
antiga da agricultura familiar. A redução nos juros da mais segurança
para que os agricultores financiem sua terra e, ao mesmo tempo, as
melhorias no processo de renegociação das dívidas vai permitir que
muitos beneficiários do Banco da Terra, Cédula da Terra e Crédito
Fundiário, hoje inadimplentes, paguem suas dívidas e voltem a ter acesso
creditos e a produzir mais e melhor”, disse Bento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário