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terça-feira, 22 de maio de 2012

Apreensão de queijo deixa produtores apreensivos

Os produtos da pecuária do Rio Grande do Norte sofrem o primeiro impacto das restrições fitossanitárias imposta ao Estado. Um caminhão carregado com 3,5 mil quilos de queijo, da empresa norte-riograndense Tapuio Agropecuária Ltda, ficou apreendido por 26 horas em barreiras sanitárias dos estados do Piauí e Ceará, durante o fim de semana.

Os estados fazem parte do grupo de seis, que estão sob inquérito de soro epidemiologico para avançar para área livre de circulação do vírus da doença. Embora a apreensão tenha sido equivocada, na avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – visto que o produto tem autorização para circulação livre em território nacional – representantes do setor alegam que o caso dá mostras do rigor com que o trânsito de animais passa a ser tratado durante o período em que o estado se mantiver fora da avaliação para mudança de status.

“Esta apreensão é emblemática. Simboliza o que a falta de eficiência do governo pode trazer de prejuízos a economia do Estado e cadeia leiteira”, avalia o presidente do Sindicato dos Produtores do Leite (Sinproleite) Marcelo Passos. As restrições à circulação do rebanho é consequência do não cumprimento de metas estabelecidas pelo Mapa, devido a deficiências do Idiarn – que deixaram o Estado de fora do processo para mudança de nível de risco médio da febre aftosa.

O “equívoco”, explica o coordenador da Divisão de Defesa Agropecuária da Superintendência do Mapa no RN, Evádio Pereira, se deve ao fato de a mercadoria ter o selo do Sistema de Inspeção Federal (Sif) que autoriza a livre circulação do produto, inclusive para estados como Santa Catarina – declarado área livre de aftosa, com vacinação. A carga apreendida possui o selo que atesta a qualidade dos produtos de origem animal, sob o aspecto sanitário e tecnológico, oferecidos ao mercado consumidor.

Evádio Pereira ressalta que para os produtos e subprodutos de origem animal as normas para circulação fora e dentro do Estado se mantém, com ou sem restrições fitossanitárias: “Só é possível a comercialização de produtos com outros estados, para as empresas que tem a certificação federal. Independente de estar ou não sob restrição da aftosa”.

Neste período de avaliação da circulação do vírus, somente a entrada e a saída de bovinos, ovinos, caprinos e suínos sofrem alteração, explica o coordenador. O fluxo do rebanho potiguar entre os estados sob inquérito – Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e parte do Pará – só é permitido após o período de quarentena e de exames que atestem a não contaminação do animal.

O caminhão da Tapuio Agropecuária foi liberado na manhã de ontem, após ser apreendido desde às 9h do domingo. A carga, avaliado em R$ 60 mil, deveria seguir pela rota passando por Mossoró, Teresina (PI) e São Luís (MA) – como faz há dois anos -, mas ao chegar à barreira no estado Piauí foi barrado.

O diretor executivo da empresa Francisco Veloso Junior, lamentou o “excesso” nas fronteiras com os dois estados. A orientação repassada às equipes do Piauí, segundo Veloso, era para, inclusive, incinerar a carga. A carga só foi liberada após o pessoal do Idiarn e Ministério da Agricultura do Rio Grande do Norte explicarem às autoridades que a restrição fitossanitária não se aplicava aos produtos em questão.

Por Cardoso Silva.

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