O diagnóstico precoce do câncer de mama não é novidade e representa a única forma de aumentar as chances de cura da doença. Neste mês, o mundo reveste monumentos famosos com iluminação cor de rosa, como a Torre de Pisa e o Arco do Triunfo, em alusão ao movimento internacional Outubro Rosa, para alertar sobre a doença que mais mata mulheres. No Rio Grande do Norte, a discussão recai sobre a precariedade do atendimento prestado à população feminina, que muitas vezes padece durante a espera para obter o diagnóstico. O debate, promovido pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM/RN), ocorre na próxima quinta-feira (8), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal do Natal, para viabilizar no estado políticas públicas de saúde a mulher.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é responsável por mais de 15 % das mortes de câncer no Brasil. Por ano, cerca de 50 mil novos casos são diagnosticados. A estimativa do Ministério da Saúde é que até o final do ano sejam detectados 490 novos casos no Rio Grande do Norte, dos quais mais de 60% em estágio avançado. Apesar de a doença ter cura, em média 10 mil mulheres morrem por ano no país.
De acordo com a lei 11.664/2008,o Estado, via Sistema Único de Saúde (SUS) tem a obrigação de garantir o atendimento a toda mulher, a partir dos 40 anos, e realizar anualmente o exame de mamografia. Apesar do que prevê a legislação, a rede pública dispõe de equipamentos em apenas quatro instituições (Maternidade Escola Januário Cicco, Centro Reprodutivo do Alecrim, Hospital Universitário Onofre Lopes e a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer), o que não é suficiente para a demanda e obriga a pacientes a uma espera de mais de 30 dias. Mamografias feitas regularmente reduzem em até 30% o risco de mortalidade. Isto porque, explica o presidente da SBM/RN Eliel de Souza, é o único exame que consegue anteceder a formação do tumor, por meio de "borramento" da imagem.
"Não há uma estrutura especializada para atender e dar a sequência necessária ao tratamento, nem na rede estadual, nem municipal. Faltam desde recursos humanos a equipamentos", lembra o presidente da SBM/RN, Eliel de Souza. Para chegar ao diagnóstico, a paciente tem que dispor, sobretudo, de paciência para enfrentar uma "via crucis" até concluir todas as etapas para iniciar o tratamento. Na estrutura atual, após ser encaminhada pelo clínico geral do posto de saúde, é preciso conseguir uma autorização da Secretaria, para poder marcar a consulta com o especialista, o que pode demorar cerca de 30 dias. Mas a dificuldade não pára por aí. Quando ela consegue ir ao mastologista, os exames são outra preocupação. Além de uma outra autorização da secretaria para marcar, há ainda a demora para receber o laudo.
"Nesse meio tempo, a doença evolui bastante, podendo a paciente chegar a óbito, sem que tenha a certeza do mal a que está acometida e possa iniciar o tratamento. O ideal é que fosse implantada uma clínica pública que concentrasse, em um só local, desde a consulta do mastologista, à realização de biópsia, mamografia e encaminhamento para cirurgia, quando necessária", observa o médico. O mastologista adverte que não basta fazer contestação ao serviço público sem conscientizar a população, que permanece silenciosa. "Compete aos gestores, quem está à frente das instituições, cobrar e exigir essas mudanças para que a lei não fique apenas no papel. E este é o nosso objetivo com a audiência e a campanha de conscientização", disse. A Sociedade promove ainda de 16 a 22 de outubro o ciclo de palestras sobre a importância do diagnóstico precoce e o auto-exame em escolas públicas, e uma conferência no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, voltada para professores da UFRN.
Outubro Rosa
Os grupos de voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer e o Grupo Despertar promovem no próximo dia 8 de outubro um ato para o uso do laço alusivo à campanha e chama as pessoas a vestirem roupas cor de rosa. A intenção é conscientizar mais pessoas acerca dos alarmantes números da doença. Segundo a vice-presidente do grupo Despertar Gilvanete Guedes, a desinformação, somada ao mito de câncer como doença sem cura, faz com que muitas mulheres deixem de iniciar o tratamento por não aceitarem a nova condição e a enfermidade. "Somos provas de que há cura e por isso nos mobilizamos para apoiar estas mulheres na sua luta. A informação é principal arma", disse a voluntária, que há 23 anos passou por uma mastectomia. O movimento foi criado há dez anos, nos Estados Unidos, como forma de chamar atenção para a doença. Em Natal, os grupos realizam palestras, panfletagens e mobilizações em espaços públicos e em shoppings.
Fonte JH
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é responsável por mais de 15 % das mortes de câncer no Brasil. Por ano, cerca de 50 mil novos casos são diagnosticados. A estimativa do Ministério da Saúde é que até o final do ano sejam detectados 490 novos casos no Rio Grande do Norte, dos quais mais de 60% em estágio avançado. Apesar de a doença ter cura, em média 10 mil mulheres morrem por ano no país.
De acordo com a lei 11.664/2008,o Estado, via Sistema Único de Saúde (SUS) tem a obrigação de garantir o atendimento a toda mulher, a partir dos 40 anos, e realizar anualmente o exame de mamografia. Apesar do que prevê a legislação, a rede pública dispõe de equipamentos em apenas quatro instituições (Maternidade Escola Januário Cicco, Centro Reprodutivo do Alecrim, Hospital Universitário Onofre Lopes e a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer), o que não é suficiente para a demanda e obriga a pacientes a uma espera de mais de 30 dias. Mamografias feitas regularmente reduzem em até 30% o risco de mortalidade. Isto porque, explica o presidente da SBM/RN Eliel de Souza, é o único exame que consegue anteceder a formação do tumor, por meio de "borramento" da imagem.
"Não há uma estrutura especializada para atender e dar a sequência necessária ao tratamento, nem na rede estadual, nem municipal. Faltam desde recursos humanos a equipamentos", lembra o presidente da SBM/RN, Eliel de Souza. Para chegar ao diagnóstico, a paciente tem que dispor, sobretudo, de paciência para enfrentar uma "via crucis" até concluir todas as etapas para iniciar o tratamento. Na estrutura atual, após ser encaminhada pelo clínico geral do posto de saúde, é preciso conseguir uma autorização da Secretaria, para poder marcar a consulta com o especialista, o que pode demorar cerca de 30 dias. Mas a dificuldade não pára por aí. Quando ela consegue ir ao mastologista, os exames são outra preocupação. Além de uma outra autorização da secretaria para marcar, há ainda a demora para receber o laudo.
"Nesse meio tempo, a doença evolui bastante, podendo a paciente chegar a óbito, sem que tenha a certeza do mal a que está acometida e possa iniciar o tratamento. O ideal é que fosse implantada uma clínica pública que concentrasse, em um só local, desde a consulta do mastologista, à realização de biópsia, mamografia e encaminhamento para cirurgia, quando necessária", observa o médico. O mastologista adverte que não basta fazer contestação ao serviço público sem conscientizar a população, que permanece silenciosa. "Compete aos gestores, quem está à frente das instituições, cobrar e exigir essas mudanças para que a lei não fique apenas no papel. E este é o nosso objetivo com a audiência e a campanha de conscientização", disse. A Sociedade promove ainda de 16 a 22 de outubro o ciclo de palestras sobre a importância do diagnóstico precoce e o auto-exame em escolas públicas, e uma conferência no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, voltada para professores da UFRN.
Outubro Rosa
Os grupos de voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer e o Grupo Despertar promovem no próximo dia 8 de outubro um ato para o uso do laço alusivo à campanha e chama as pessoas a vestirem roupas cor de rosa. A intenção é conscientizar mais pessoas acerca dos alarmantes números da doença. Segundo a vice-presidente do grupo Despertar Gilvanete Guedes, a desinformação, somada ao mito de câncer como doença sem cura, faz com que muitas mulheres deixem de iniciar o tratamento por não aceitarem a nova condição e a enfermidade. "Somos provas de que há cura e por isso nos mobilizamos para apoiar estas mulheres na sua luta. A informação é principal arma", disse a voluntária, que há 23 anos passou por uma mastectomia. O movimento foi criado há dez anos, nos Estados Unidos, como forma de chamar atenção para a doença. Em Natal, os grupos realizam palestras, panfletagens e mobilizações em espaços públicos e em shoppings.
Fonte JH
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