A Polícia Civil do Rio Grande do Norte volta aos trabalhos hoje. Por unanimidade, a categoria decidiu encerrar a greve que teve início na terça-feira (1). A decisão foi tomada em assembleia, na noite de ontem, na sede do Sinpol (Sindicato da Polícia Civil), no Centro da cidade. O governo do Estado se comprometeu a atender parte das reivindicações feitas pela classe trabalhadora e volta a se reunir com a categoria no dia 15 de janeiro de 2010. Na pauta, a restruturação de plano de cargos e salários, aumento de efetivo e promoção automática.
Ficou acordado entre governo e representantes do Sinpol que em Natal, os presos, principal empecilho, dos agentes de polícia, passam a ser responsabilidade da Sejuc (Secretária de Justiça e Cidadania) e da Polícia Militar. O mesmo acontece em Parnamirim, porém, daqui a 15 dias. Em São José de Mipibu, Extremoz e Ceará Mirim a transferência ocorre, no máximo em 90 dias e nas Delegacias do interior, em até 120 dias.
A Sejuc também assume a carceragem feminina da 2ªDelegacia de Polícia, em Nova Parnamirim.
As Delegacias Especializadas passam a funcionar em regime de 24 horas. “Estamos resgatando nossas funções”, afirma Wilma Marinho, presidente do Sinpol.
Na capital e região metropolitana, os presos flagranteados ou detidos por força de mandado de prisão são encaminhados de imediato para a Sejuc, já nas cidades interioranas, o prazo para a retirada de presos detidos, em flagrante, é até 120 dias.
De acordo com Wilma Marinho será nomeada uma comissão para a realização da reforma geral do Estatuto da Polícia Civil. “Estamos maduros na nossa luta. É o início de grandes conquistas”.
Djair Oliveira, vice-presidente do Sinpol diz que a Secretária de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) determinou o encaminhamento licitatório que deverá ter início em março de 2010, referente ao vale refeição aos policiais que trabalham em regime de plantão. “Teremos autonomia para investimento. Será criado também um fundo para a Polícia Civil nos moldes do Ministério Público. É um fundo com gestão participativa. O sindicato vai fiscalizar como será utilizado este fundo. A polícia vai ter dinheiro para comprar o que nunca tivemos”.
Outra reivindicação que também será atendida pelo governo se refere a terceirização da limpeza das Delegacias. “Em março do próximo ano, a Degepol (Delegacia Geral da Polícia Civil) terá que contratar uma empresa para realizar a limpeza das DPs”, explica Francisco Alves, diretor do Sinpol.
Outro problema enfrentado pela categoria e que deverá ser resolvido no início do próximo ano é a questão do Ciosp (Centro Integrado de Operações da Secretária de Segurança Pública e Defesa Social. “O órgão, atualmente, fica sob o comando de um capitão PM e os agentes de Polícia estão subordinados a este capitão. “Será disponibilizado um local neutro, integrado, porém, cada setor terá sua coordenação. É um orgulho para todos nós sermos policiais. Estamos conseguindo o que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) não conseguiu”, completa Wilma Marinho.
Delegacias não registram boletins de ocorrência
Durante toda a manhã de ontem, os cidadãos que procuraram as delegacias de polícia da capital para registrar boletins de ocorrência deram de cara com grades ou portas fechadas, piquetes dos grevistas da Polícia Civil, ou a orientação para que procurassem outros locais. No entanto, nenhuma DP fazia o registro de BOs, uma vez que o único atendimento era o das delegacias de plantão das zonas Norte e Sul, mas apenas no recebimento de flagrantes.
A delegada Margareth Gondim explicou que o delegado geral de Polícia, Elias Nobre, havia determinado, ainda na noite de terça-feira, a transferência da infraestrutura da Delegacia do Cidadão (Decida), do shopping Via Direta para a Diretoria de Policiamento da Grande Natal (DPGran), localizada na sede da Degepol, na Cidade da Esperança. A mudança não teria ocorrido ainda pela manhã devido a um piquete que os grevistas fizeram em frente à Decida.
Os policiais em greve ocuparam não só a frente da delegacia no Via Direta, como também a entrada da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), no Praia Shopping. O objetivo era não permitir que policiais com cargos comissionados mantivessem o atendimento, uma vez que o sindicato da categoria, Sinpol, entende que a manutenção de 30% dos serviços determinado por lei, durante uma paralisação, já estariam sendo contemplados com o funcionamento das duas plantões e das delegacias regionais, no interior do estado.
Delegacias
A Polícia Militar vem fazendo a segurança nas delegacias que contam com presos em carceragens. Na 7ª DP, das Quintas, a informação dos PMs era de que nenhum serviço estava sendo atendido. Nas duas delegacias de Plantão, a Zona Sul e a Zona Norte, somente flagrantes foram recebidos. A orientação à população era desencontrada e algumas pessoas peregrinaram sem sucesso na tentativa de registrar algum crime.
“Sofri uma agressão de meu marido e já passei pela 2ª DP de Parnamirim e agora passei aqui (antiga Delegacia de Plantão Zona Sul), mas não consegui fazer o BO. Vou na Cidade da Esperança (onde está funcionando a Plantão Zona Sul), mas acho que também não estão fazendo lá”, lamentou uma senhora, cujo nome será mantido em sigilo. Na antiga Plantão Zona Sul, em Neópolis, que agora funciona como centro de detenção, funcionários informaram que muitas pessoas procuraram o local no início da manhã de ontem, sem saber que a DP havia sido transferida para a Cidade da Esperança.
Os policiais civis deflagraram a greve na última terça-feira em reivindicação pela retirada dos presos das delegacias, implantação de promoções atrasadas, substituição das quentinhas por vales-refeição, funcionamento 24 horas das DPs, aumento de efetivo, melhoria das condições de trabalho e reaparelhamento da Polícia Civil.
Ficou acordado entre governo e representantes do Sinpol que em Natal, os presos, principal empecilho, dos agentes de polícia, passam a ser responsabilidade da Sejuc (Secretária de Justiça e Cidadania) e da Polícia Militar. O mesmo acontece em Parnamirim, porém, daqui a 15 dias. Em São José de Mipibu, Extremoz e Ceará Mirim a transferência ocorre, no máximo em 90 dias e nas Delegacias do interior, em até 120 dias.
A Sejuc também assume a carceragem feminina da 2ªDelegacia de Polícia, em Nova Parnamirim.
As Delegacias Especializadas passam a funcionar em regime de 24 horas. “Estamos resgatando nossas funções”, afirma Wilma Marinho, presidente do Sinpol.
Na capital e região metropolitana, os presos flagranteados ou detidos por força de mandado de prisão são encaminhados de imediato para a Sejuc, já nas cidades interioranas, o prazo para a retirada de presos detidos, em flagrante, é até 120 dias.
De acordo com Wilma Marinho será nomeada uma comissão para a realização da reforma geral do Estatuto da Polícia Civil. “Estamos maduros na nossa luta. É o início de grandes conquistas”.
Djair Oliveira, vice-presidente do Sinpol diz que a Secretária de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) determinou o encaminhamento licitatório que deverá ter início em março de 2010, referente ao vale refeição aos policiais que trabalham em regime de plantão. “Teremos autonomia para investimento. Será criado também um fundo para a Polícia Civil nos moldes do Ministério Público. É um fundo com gestão participativa. O sindicato vai fiscalizar como será utilizado este fundo. A polícia vai ter dinheiro para comprar o que nunca tivemos”.
Outra reivindicação que também será atendida pelo governo se refere a terceirização da limpeza das Delegacias. “Em março do próximo ano, a Degepol (Delegacia Geral da Polícia Civil) terá que contratar uma empresa para realizar a limpeza das DPs”, explica Francisco Alves, diretor do Sinpol.
Outro problema enfrentado pela categoria e que deverá ser resolvido no início do próximo ano é a questão do Ciosp (Centro Integrado de Operações da Secretária de Segurança Pública e Defesa Social. “O órgão, atualmente, fica sob o comando de um capitão PM e os agentes de Polícia estão subordinados a este capitão. “Será disponibilizado um local neutro, integrado, porém, cada setor terá sua coordenação. É um orgulho para todos nós sermos policiais. Estamos conseguindo o que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) não conseguiu”, completa Wilma Marinho.
Delegacias não registram boletins de ocorrência
Durante toda a manhã de ontem, os cidadãos que procuraram as delegacias de polícia da capital para registrar boletins de ocorrência deram de cara com grades ou portas fechadas, piquetes dos grevistas da Polícia Civil, ou a orientação para que procurassem outros locais. No entanto, nenhuma DP fazia o registro de BOs, uma vez que o único atendimento era o das delegacias de plantão das zonas Norte e Sul, mas apenas no recebimento de flagrantes.
A delegada Margareth Gondim explicou que o delegado geral de Polícia, Elias Nobre, havia determinado, ainda na noite de terça-feira, a transferência da infraestrutura da Delegacia do Cidadão (Decida), do shopping Via Direta para a Diretoria de Policiamento da Grande Natal (DPGran), localizada na sede da Degepol, na Cidade da Esperança. A mudança não teria ocorrido ainda pela manhã devido a um piquete que os grevistas fizeram em frente à Decida.
Os policiais em greve ocuparam não só a frente da delegacia no Via Direta, como também a entrada da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), no Praia Shopping. O objetivo era não permitir que policiais com cargos comissionados mantivessem o atendimento, uma vez que o sindicato da categoria, Sinpol, entende que a manutenção de 30% dos serviços determinado por lei, durante uma paralisação, já estariam sendo contemplados com o funcionamento das duas plantões e das delegacias regionais, no interior do estado.
Delegacias
A Polícia Militar vem fazendo a segurança nas delegacias que contam com presos em carceragens. Na 7ª DP, das Quintas, a informação dos PMs era de que nenhum serviço estava sendo atendido. Nas duas delegacias de Plantão, a Zona Sul e a Zona Norte, somente flagrantes foram recebidos. A orientação à população era desencontrada e algumas pessoas peregrinaram sem sucesso na tentativa de registrar algum crime.
“Sofri uma agressão de meu marido e já passei pela 2ª DP de Parnamirim e agora passei aqui (antiga Delegacia de Plantão Zona Sul), mas não consegui fazer o BO. Vou na Cidade da Esperança (onde está funcionando a Plantão Zona Sul), mas acho que também não estão fazendo lá”, lamentou uma senhora, cujo nome será mantido em sigilo. Na antiga Plantão Zona Sul, em Neópolis, que agora funciona como centro de detenção, funcionários informaram que muitas pessoas procuraram o local no início da manhã de ontem, sem saber que a DP havia sido transferida para a Cidade da Esperança.
Os policiais civis deflagraram a greve na última terça-feira em reivindicação pela retirada dos presos das delegacias, implantação de promoções atrasadas, substituição das quentinhas por vales-refeição, funcionamento 24 horas das DPs, aumento de efetivo, melhoria das condições de trabalho e reaparelhamento da Polícia Civil.
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