A escassez de cimento disponível no mercado potiguar volta a provocar transtornos para os empresários da construção civil do estado. De acordo com a Cooperativa da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Coopercon), em cerca de três semanas, o preço do cimento subiu em torno de 6% e os fornecedores têm pedido um prazo de quase um mês para realizar a entrega. O problema ainda não provocou atraso em obras, mas o setor teme que caso a falta do produto se prolongue, o preço de imóveis para o consumidor final aumente e haja a necessidade de demitir de funcionários.
O presidente da Coopercon, Marcos Aguiar, lembra que esta situação já havia ocorrido no ano passado e diz que a crise do cimento está se repetindo praticamente no mesmo período e pelos mesmos motivos do ano passado. Aguiar afirma que nos primeiros meses deste ano, as construtoras adquiriam o produto e o recebiam um ou dois dias depois. “De quase um mês para cá, passamos a ter que agendar o recebimento e agora fazemos o pedido mas só nos é entregue de duas a três semanas depois, quando o usual é adquirir junto à distribuidora de um dia para o outro”, conta.
O representante dos construtores civis destaca que os fornecedores têm alegado não haver estoque suficiente, mas não esclarecem os motivos para isso estar ocorrendo. Ele não acredita na falta do produto, por não ter percebido um aumento muito grande na quantidade de obras no estado, que fosse capaz de justificar a redução nos estoques dos fornecedores. “Nos questionamos se isso não seria uma estratégia para aumentar o preço. Ano passado chegamos a precisar comprar em lojas e quando a oferta nas distribuidoras se normalizou, o valor cobrado estava mais alto ”, afirma Aguiar.
Justificando sua desconfiança, Marcos Aguiar diz que o cimento já está sendo vendido por um valor em torno de 6% mais elevado, do que há pouco menos de um mês. Ele exemplifica apontando que um saco de determinada marca custava R$ 16,50 e hoje o preço varia entre R$ 17,50 e R$ 18. “Quando divulgamos esses preços, algumas pessoas acham até barato. Mas é preciso lembrar que compramos em grande quantidade e em distribuidoras, por isso o preço é menor do que nas lojas”.
Análise
Em seu blog Economia do RN, o economista Aldemir Freire analisa o volume de cimento consumido no estado em 2009, afirmando que o consumo está caminhando para uma estabilização. De acordo com os dados divulgados por Freire, entre janeiro e julho de 2008 foram consumidas 367.513 toneladas do produto no RN, enquanto no mesmo período deste ano o consumo foi de 374.400 toneladas.
Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) afirmou não ter conhecimento da falta do produto no RN e até o horário de fechamento desta edição não localizou um porta-voz da entidade, para expor sua posição.
Empresa estranha cimento escasso
A diretora comercial da construtora SDantas, Larissa Dantas Gentile, confirma as declarações do presidente do Coopercon, bem como a percepção de que o aumento do volume de obras no estado não seria suficiente para provocar a escassez de cimento no mercado. “O que estamos escutando é que o consumo de cimento está muito alto e isso vem provocando a falta no mercado. Mas não tenho notado esse comportamento e nenhum tipo de boom na construção civil em Natal”, afirma.
A diretora comercial lamenta que a crise do cimento esteja se repetindo, destacando a importância do produto para o mercado da construção civil. “Este é um item essencial em todas as etapas de uma obra”, ressalta.
Para enfrentar o período sem passar por dificuldades em suas obras, a SDantas passou a comprar uma quantidade de cimento que garanta a continuidade de suas atividades, caso passe até uma semana sem receber os volumes esperados. “Agora compramos mais, para ter sempre uma quantidade relativa em estoque. O problema é que o material é perecível e não podemos ter uma quantidade que garanta até o final do ano, por exemplo”, explica.
Questionada sobre o que aconteceria caso chegasse a faltar cimento no mercado, Larissa Dantas disse que essa situação prejudicaria imensamente todo o setor da construção civil. “Em mais de 90% do nosso trabalho usamos o produto. Sem cimento, paramos tudo e eu até me assusto, só de pensar nessa possibilidade”, enfatiza Dantas.
O representante dos construtores civis destaca que os fornecedores têm alegado não haver estoque suficiente, mas não esclarecem os motivos para isso estar ocorrendo. Ele não acredita na falta do produto, por não ter percebido um aumento muito grande na quantidade de obras no estado, que fosse capaz de justificar a redução nos estoques dos fornecedores. “Nos questionamos se isso não seria uma estratégia para aumentar o preço. Ano passado chegamos a precisar comprar em lojas e quando a oferta nas distribuidoras se normalizou, o valor cobrado estava mais alto ”, afirma Aguiar.
Justificando sua desconfiança, Marcos Aguiar diz que o cimento já está sendo vendido por um valor em torno de 6% mais elevado, do que há pouco menos de um mês. Ele exemplifica apontando que um saco de determinada marca custava R$ 16,50 e hoje o preço varia entre R$ 17,50 e R$ 18. “Quando divulgamos esses preços, algumas pessoas acham até barato. Mas é preciso lembrar que compramos em grande quantidade e em distribuidoras, por isso o preço é menor do que nas lojas”.
Análise
Em seu blog Economia do RN, o economista Aldemir Freire analisa o volume de cimento consumido no estado em 2009, afirmando que o consumo está caminhando para uma estabilização. De acordo com os dados divulgados por Freire, entre janeiro e julho de 2008 foram consumidas 367.513 toneladas do produto no RN, enquanto no mesmo período deste ano o consumo foi de 374.400 toneladas.
Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) afirmou não ter conhecimento da falta do produto no RN e até o horário de fechamento desta edição não localizou um porta-voz da entidade, para expor sua posição.
Empresa estranha cimento escasso
A diretora comercial da construtora SDantas, Larissa Dantas Gentile, confirma as declarações do presidente do Coopercon, bem como a percepção de que o aumento do volume de obras no estado não seria suficiente para provocar a escassez de cimento no mercado. “O que estamos escutando é que o consumo de cimento está muito alto e isso vem provocando a falta no mercado. Mas não tenho notado esse comportamento e nenhum tipo de boom na construção civil em Natal”, afirma.
A diretora comercial lamenta que a crise do cimento esteja se repetindo, destacando a importância do produto para o mercado da construção civil. “Este é um item essencial em todas as etapas de uma obra”, ressalta.
Para enfrentar o período sem passar por dificuldades em suas obras, a SDantas passou a comprar uma quantidade de cimento que garanta a continuidade de suas atividades, caso passe até uma semana sem receber os volumes esperados. “Agora compramos mais, para ter sempre uma quantidade relativa em estoque. O problema é que o material é perecível e não podemos ter uma quantidade que garanta até o final do ano, por exemplo”, explica.
Questionada sobre o que aconteceria caso chegasse a faltar cimento no mercado, Larissa Dantas disse que essa situação prejudicaria imensamente todo o setor da construção civil. “Em mais de 90% do nosso trabalho usamos o produto. Sem cimento, paramos tudo e eu até me assusto, só de pensar nessa possibilidade”, enfatiza Dantas.
TB.
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