Pesquisadores de seis estados do Nordeste se reuniram em Campina Grande e formaram uma rede integrada de monitoramento sobre o avanço da desertificação no Semiárido. Mais de 120 especialistas vão atuar na fase inicial do projeto, fazendo o monitoramento em núcleos regionais localizados nos estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí.
A meta é expandir o sistema para todo o Semiárido até agosto de 2013. Todo o sistema será articulado a partir de Campina Grande pela equipe do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que é sediado no município
A expectativa do Insa é de que, com o monitoramento sistemático, dados exatos sobre a desertificação possam ser obtidos após quatro anos de pesquisa. A desertificação afeta não apenas o solo e a vegetação, mas também a fauna e principalmente a qualidade de vida dos moradores da região, produzindo efeitos sociais e econômicos. A Paraíba é o único estado com dois núcleos de monitoramento à desertificação, localizados nas regiões no Cariri e no Seridó. Os outros núcleos estão situados em Iraucuça-CE, Cabrobó-PE e nas regiões do sertão do São Francisco na Bahia e no Seridó do Rio Grande do Norte.
O Projeto de Monitoramento integrado é financiado pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O Seridó potiguar é uma das áreas mais ameaçadas pela desertificação no Nordeste.
De Olho do Cariri
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