
Em 2007 eles somavam 5.127 ocorrências. Em 2010 foram 8.281 acidentes. Mais de três mil novos acidentes de moto, nos últimos três anos, cerca de 61% mais. O dado se refere somente à demanda de casos atendidos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG).
A média diária de casos registrados, conseqüentemente, também sofreu elevação. De 13 acidentes por dia em 2007, no ano passado a média diária atingiu 22 acidentes. Nos últimos dois anos, a situação foi bem similar. Em 2008, foram 6.153 ocorrências e, em 2009, mais 7. 949.
Atrativas motos
As promoções oferecidas pelas concessionárias e a economia na hora do reabastecimento, são fatores altamente sedutores e que pesam na hora de decidir pela compra ou não de uma moto. A consultora de vendas da Embratel, Patrícia Chiarelle Pereira Barbosa, adquiriu sua primeira moto aos 18 anos e disse que a facilidade em pilotar e o pouco gasto com gasolina foram os motivos que a levaram a escolher o veículo.
“Já caí duas vezes. Da segunda até pensei em parar de pilotar. Mas a moto também é meu meio de transporte para o trabalho”, diz. Porém, mesmo com os motivos que a fazem continuar a andar de moto, Patrícia é consciente dos riscos que corre e alerta: “não recomendo a ninguém andar de moto. É muito perigoso”.
O perigo, no entanto, parece não preocupar a maioria dos motoqueiros potiguares. De acordo com dados colhidos pelo Núcleo de Epidemiologia e pelo Serviço Social do Walfredo, de setembro a dezembro do ano passado, de todos os acidentes atendidos, 74% foram de trânsito. Destes, 64% envolvendo moto. Nestes casos, 61% ocorreram no interior e o piloto não usava capacete.
Saiba
“Uma pessoa vítima de acidente de moto, dependendo da gravidade, pode ficar internada por meses, com seqüelas para o resto da vida, ou, até chegar a falecer. No Walfredo, a maioria dos pacientes atendidos são de natureza muito grave. É preciso que órgãos competentes se organizem para que medidas educativas e de prevenção possam começar a mudar esse quadro”, alerta a diretora do HMWG, Hélida Maria Bezerra.
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