Com um prejuízo que chega a casa dos R$ 8 milhões, e sem dinheiro, sequer, para comprar a ração para os animais, produtores ligados ao Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Norte (Sindleite) resolveram suspender o fornecimento de leite para alguns pontos de distribuição do Programa do Leite.
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (8), após mais uma frustração por parte dos produtores com o Governo do Estado. Após algumas quinzenas de atrasos recorrentes, Sindleite e Estado negociaram, no último dia 26 de outubro, um cronograma de pagamento que previa a quitação da primeira parcela, referente à segunda quinzena de setembro na última quarta-feira (3).
No entanto, o Estado não honrou o compromisso e os produtores continuam amargando prejuízos e perdas na produção. Segundo o vice-presidente do Sindleite, Francisco Belarmino de Macedo, além da falta de repasse, os produtores estão sem dinheiro até para comprar a ração dos animais. “Com isso, a produção está caindo e o fornecimento está sendo suspenso em alguns pontos”, explicou.
Além disso, segundo o produtor, quem ainda consegue produzir está encontrando outras saídas para manter o fornecimento. “Muitos estão repassando a pequenos comerciantes ou até mesmo vendendo o produto informalmente”, destacou Belarmino.
A dívida, segundo o vice-presidente do Sindleite, já chega a R$ 8 milhões. São R$ 3 milhões referentes à segunda quinzena de setembro, e mais R$ 2,5 milhões referentes a cada quinzena do mês de outubro.
Belarmino não soube dizer quantos dos 26 produtores ligados ao Sindleite já suspenderam o fornecimento, mas garantiu que a ideia não é prejudicar os beneficiários. “A maioria continua fornecendo. Vamos tentar buscar uma solução para que o fornecimento não seja suspenso”, destacou.
Solução esta que será discutida em uma nova reunião entre o Sindleite e o secretário Estadual de Planejamento e Finanças, Nelson Tavares, nesta quarta-feira (10), às 10h.
O secretário justifica o não-cumprimento do cronograma devido ao feriado do dia 2 de novembro. Segundo ele, o ponto facultativo para os servidores estaduais, no dia 1º, impossibilitou que toda a documentação fosse organizada a tempo do pagamento ser feito na data prevista.
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