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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Candidatos asseguram incentivos ao agronegócio

Desde 1990 o Rio Grande do Norte enfrentou cinco anos de enchentes e 10 de secas, contando com a consolidada em 2010 e que já teria resultado na perda de 70% da produção. O setor do agronegócio, que nacionalmente emprega 37% dos brasileiros e responde por um quarto do Produto Interno Bruto, enfrenta no estado dificuldades ainda como a falta de uma melhor estrutura portuária e o endividamento dos produtores. Essa realidade foi apresentada ontem aos principais candidatos a governador, durante a sabatina “O que esperamos do próximo governo do RN”, promovida pela Federação da Agricultura (Faern).

José Álvares Vieira, Iberê Ferreira de  Souza, Carlos Eduardo e Rosalba Ciarlini, durante reunião promovida pela Faern
















Iberê Ferreira (PSB), Carlos Eduardo (PDT) e Rosalba Ciarlini (DEM) participaram da discussão, no auditório da Casa da Indústria e, além de ouvir as reclamações e pedidos dos produtores rurais, tiveram 20 minutos cada um para apresentar suas propostas voltadas ao setor. Os três se comprometeram em adotar ações que garantam o crescimento do agronegócio e receberam do presidente da Faern, José Álvares Vieira, um documento com a compilação de todas as demandas da agropecuária potiguar.

“A falta de infraestrutura é um dos nossos maiores problemas. O porto de Natal já não atende nossas expectativas e estamos perdendo mercado”, alertou José Vieira. Ele lembrou que as dificuldades de logística, somadas à ausência de programas de incentivo e aos transtornos climáticos, vêm levando à perda de competitividade por parte dos produtores rurais do Rio Grande do Norte. “O custo de transportar uma tonelada por um quilômetro é de 42 dólares nas rodovias, 26 em ferrovias e 18 em hidrovias”, comparou.

O presidente da Faern citou que, em épocas de secas e enchentes, os seguros de crédito geralmente garantem o dinheiro financiado pelos bancos, mas não a renda dos produtores. Também deixou clara a insatisfação com as invasões de terra. “O produtor rural não é contra a reforma agrária, somos contras as invasões”, enfatizou, lamentando ainda que até hoje, “com a seca já consolidada”, o Incra continue realizando avaliações nas propriedades rurais, que não tem sequer “algo para o gado comer”.

José Vieira cobrou maior combate à violência na zona rural e também políticas de assistência técnica. Ele revelou ainda que o agronegócio foi o único setor da economia que manteve a balança comercial brasileira em alta, em meio à crise mundial, mas que é preciso apoio para impedir retrocessos: “Nenhuma atividade é de maior risco que produzir alimentos”, advertiu.

Iberê destaca programas de isenções fiscais

O atual governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) foi o primeiro a falar durante a sabatina e focou sua apresentação nos avanços que pretende implementar, dentro do trabalho que já vem sendo realizado pela atual administração. Ele citou que no ano passado as isenções fiscais que beneficiaram o agronegócio somaram R$ 49,8 milhões no Rio Grande do Norte. “São recursos que deixaram de sair do bolso do agricultor para o Governo do Estado e mostram a confiança que temos nos produtores rurais.”

O representante da coligação “Vitória do Povo” se posicionou contra as invasões de terra, “a lei deve ser cumprida”, e garantiu que irá trabalhar para que os assentamentos rurais sejam instalados em áreas que contem com um mínimo de infraestrutura, como água e luz, por exemplo. “Queremos implementar também políticas de convivência com o semiárido e propor ao Governo Federal um fundo para premiar as boas práticas nessa área”, destacou, lembrando da preocupação com problemas como o processo de desertificação na região do Seridó.

O candidato prometeu fortalecer o programa Compra Direta e trabalhar pela melhoria da competitividade do agronegócio potiguar. Recordou suas ações em prol da instalação de frigoríficos e agroindústrias no Rio Grande do Norte. “Vou incorporar muito do que vi aqui (no documento com as demandas dos produtores rurais) ao meu plano de governo”, assegurou Iberê Ferreira.

Carlos garante ampliação dos investimentos

Carlos Eduardo Alves (PDT) aproveitou sua palestra para lembrar que o governo estadual deve arrecadar, nos próximos quatro anos, um montante de R$ 30 bilhões, que poderão ser melhor aproveitados com planejamento eficiente e corte de gastos. “Pretendo investir R$ 3 bilhões desses recursos em obras”, declarou, garantindo que grande parte desse investimento seria voltado ao agronegócio. O candidato destacou a necessidade de reforçar a implantação das zonas de processamento de exportações (ZPEs) do Vale do Açu e de Macaíba e a construção de um novo porto, no município de Porto do Mangue.

O integrante da coligação “Coragem pra Mudar” lamentou o fato de o Rio Grande do Norte ter perdido, somente em 2009, 1.800 postos de trabalho no setor e vir apresentando, de 2002 a 2007, o menor crescimento da região Nordeste. “E não dá para pensar em crescimento econômico no estado sem admitir a grande contribuição da agricultura (…) Por isso quero gerar renda em todas as regiões do estado e sabemos que isso é possível”, complementou.

Dentre as propostas apresentadas, estão a melhoria da educação rural, a reestruturação da Ceasa e a implantação de uma linha férrea que ligue o Rio Grande do Norte à Transnordestina. O candidato também prometeu investir em assistência técnica. “Vamos retirar o campo do isolamento em relação ao conhecimento e à tecnologia”, enfatizou Carlos Eduardo.

Para Rosalba, infraestrutura é prioridade

Rosalba Ciarlini (DEM) foi a última candidata a falar na sabatina da Faern e relembrou suas experiências junto ao setor agropecuário, quando prefeita de Mossoró, município que conta com 133 comunidades rurais. Ela destacou as ações de abastecimento d’água e de oferta de energia elétrica, antes mesmo de programas nacionais como o Luz para Todos. “Fizemos o ‘enterro’ do carro-pipa e, com recursos próprios, implantamos 1.560 quilômetros de rede elétrica. Onde não foi possível, inovamos com a energia solar.”

A candidata da coligação “Força da União” garantiu que irá lutar por uma ferrovia que ligue o Rio Grande do Norte à Transnordestina e pela construção, mesmo que com recursos próprios do governo estadual, da estrada ligando Mossoró ao vale do Jaguaribe, passando pela região de Baraúna, que serviria para desafogar a produção local. “Eleita governadora, essa estrada será feita”, prometeu.

Ela defendeu investimentos para que o estado reestruture o setor da carcinicultura, destacou a importância do Programa do Leite e se disse feliz pela inclusão da duplicação da BR-304 no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Rosalba assegurou ainda que irá incluir disciplinas de capacitação, profissionalização e formação técnica nas escolas da zona rural, para que os jovens não tenham de se somar à migração em direção aos centros urbanos, e citou: “Sem a vida no campo, não existe vida na cidade.

Fonte: Tribuna do Norte

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