O governo deve dispensar aos médios e grandes produtores rurais do Rio Grande do Norte a mesma atenção dada aos agricultores familiares. A reivindicação foi formulada durante o seminário “O que esperamos do próximo governo do RN”, realizado na última quinta-feira (22), no Hotel Praiamar.
Na oportunidade, representantes do agronegócio potiguar e dos sindicatos rurais puderam debater os problemas enfrentados atualmente pelo setor, bem como suas possíveis soluções. Ao final, esses pontos foram reunidos e deverão compor um documento com exigências para o setor que será entregue aos candidatos ao governo do estado.
Promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (FAERN), o seminário contou com a participação de mais de cem ruralistas, que debateram sete temas que compõem todo o processo produtivo agropecuário. Das invasões de terras, passando pelo código florestal brasileiro, até as políticas agrícolas, os representantes do agronegócio pontuaram os problemas e apontaram as alternativas e idéias para a agricultura potiguar.
“Não poderia ter época mais propícia para a realização deste evento. Estamos no início de uma nova safra, uma nova época de colher e plantar, e em plena campanha eleitoral”, destacou o presidente da FAERN, José Álvares Vieira.
O objetivo, segundo a organização, é despertar nos candidatos o interesse e o reconhecimento da importância que tem o setor agropecuário nas economias brasileira e potiguar. Para tanto, a categoria vai se utilizar de dados de uma pesquisa encomendada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) à Fundação Getúlio Vargas.
Divulgado no início do mês de maio, o estudo propõe uma reanálise do Censo Agropecuário 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o agronegócio responde por 26% do Produto Interno Bruto, 42% das exportações e 32% dos empregos gerados no Brasil.
“É preciso que a sociedade tenha consciência do importante papel da agropecuária no Brasil. Nós fomos o único setor que manteve a balança comercial positiva na crise econômica. Se o Brasil foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair, foi por nossa causa”, explicou José Vieira.
E é com base nesses dados que o setor agropecuário potiguar vai buscar o apoio governamental. “O seminário foi apenas o primeiro passo nessa luta. Formalizado o documento, vamos entregá-lo aos candidatos ao governo do estado, com a certeza de que, quem vencer as próximas eleições terá em mãos uma fonte segura de informações sobre o setor agropecuário uma vez que ali estarão os anseios e alternativas elaborados por quem vive o dia a dia da agricultura”, destacou o coordenador do seminário, Janildo Dantas.
Grupos temáticos
Os debates do seminário “O que esperamos do próximo governo do RN” foram divididos em sete grupos temáticos: Política Agrícola; Meio Ambiente; Insegurança Jurídica; Segurança Alimentar; Infraestrutura e Logística; Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa e Processo Tecnológico, e Responsabilidade Social.
E é a partir de toda essa gama de assuntos que os representantes das entidades agrícolas e os que fazem a FAERN tentam dar sua colaboração para um estado forte, desenvolvido economicamente e que respeite os que fazem do agronegócio um dos maiores geradores de riquezas do país.
Por Carla Cruz
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