O programa de rádio e televisão do PT, desenhado para acelerar o crescimento eleitoral da pré-candidata ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, foi ao ar na quinta-feira à noite com a autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista dividiu o papel de protagonista com sua pupila e funcionou como o marqueteiro-mor da campanha ao encarregar-se de analisar e avaliar o resultado final da peça publicitária de 10 minutos.
Lula ocupou metade do programa petista para contar a trajetória de sua candidata e atribuir “grande parte do sucesso do governo” à “capacidade de coordenação de Dilma” à frente da Casa Civil. No esforço para exaltar a biografia da petista, valeu comparação com o líder sul-africano Nelson Mandela; reforço dos laços de pupila de Lula; e a confrontação com a época de Fernando Henrique Cardoso. No fim, lançou-se até o slogan da campanha: “É hora de acelerar e ir em frente”.
O programa de rádio e TV de 10 minutos, que passou pelo crivo de Lula, é uma aposta para ser um divisor de águas. Na cúpula da campanha, espera-se que a exposição se reverta em alta significativa nas pesquisas de intenção de votos. João Santana, o marqueteiro responsável, desenhou a estrutura da peça publicitária. Ele reforçou a estratégia voltada para o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, dois estados considerados emblemáticos na eleição de outubro. O primeiro pela larga vantagem que o pré-candidato do PSDB, José Serra, tem. E o segundo pelo potencial de contraponto ao peso eleitoral de São Paulo. “Quase esqueço de dizer uma coisa que eu acho sensacional. Ela nasceu em Minas Gerais e amadureceu politicamente no Rio Grande do Sul. Ela tem a ternura e a sensibilidade de fazer política dos mineiros e a intrepidez dos gaúchos. É uma bela mistura que será muito importante para o Brasil”, afirmou Lula.
Apresentando o Programa Luz Para Todos, gestado na época em que Dilma ocupava o Ministério de Minas e Energia, como modelo de gestão e eficiência, foram escolhidos a dedo os dois personagens beneficiados. Dilma entrevistou um gaúcho e uma mineira e mostrou os dois, como exemplos do sucesso do programa, que conseguiram mudar de vida graças à eletricidade.
Com todo holofote em Dilma, o PT ficou escondido, apesar de o horário ser reservado para a propaganda institucional da legenda, relegado a uma única citação durante os 10 minutos de duração do programa, bem menos do que as 21 vezes que o nome da pré-candidata foi citado. A peça escalou até os ministros da Educação, Fernando Haddad; da Fazenda, Guido Mantega; e do Planejamento, Paulo Bernardo, para destacar que parte das políticas de suas pastas tem o dedo de Dilma. Coube ao presidente do partido, José Eduardo Dutra, lembrar o PT no programa.
Comparação com Mandela
A exaltação da biografia da ex-ministra de luta contra a ditadura militar (1964-2005) serviu para Lula comparar sua pupila com o ex-presidente da África do Sul, símbolo da luta contra o regime do apartheid que segregou a maioria negra subjugada pela minoria branca do país africano. “Uma parte da história da Dilma me lembra a história do Mandela. Uma vez o Mandela me contou que só foi para o confronto porque não deram outra saída para ele. O tempo passou e o que aconteceu? Ele virou um dos maiores símbolos da paz e da união do mundo”, disse o presidente Lula.
A campanha de Dilma espera que o programa de quinta-feira coloque o adversário tucano na defensiva. O programa exaltou comparações entre Lula/Dilma e Fernando Henrique Cardoso/José Serra em três áreas: emprego, ascensão social e energia.
O programa do PT também é a senha para a campanha de Dilma partir para o ataque contra Serra. Os responsáveis pela militância na internet vão usar o espaço das redes sociais para explorar as contradições entre o que ele diz e o partido dele faz. “O Serra é contra a criação de cargos e já disse que vai criar dois ministérios. Criticou o fim do fator previdenciário, mas o partido dele ajudou a derrubar o fator”, disse o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR).
Multados
A pré-candidata do PT à Presdiência da República, Dilma Rousseff, foi multada em R$ 5 mil na quinta-feira a noite pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda antecipada no programa partidário apresentado em dezembro na televisão. Em decisão unânime, os ministros também multaram o partido em R$ 20 mil. Além do prejuízo financeiro, o próximo programa partidário do PT, no primeiro semestre de 2011, foi cassado. O julgamento da representação do PSDB contra o programa de 10 minutos começou poucos minutos depois da exibição na televisão do novo vídeo do partido.
Do Correio Braziliense
Lula ocupou metade do programa petista para contar a trajetória de sua candidata e atribuir “grande parte do sucesso do governo” à “capacidade de coordenação de Dilma” à frente da Casa Civil. No esforço para exaltar a biografia da petista, valeu comparação com o líder sul-africano Nelson Mandela; reforço dos laços de pupila de Lula; e a confrontação com a época de Fernando Henrique Cardoso. No fim, lançou-se até o slogan da campanha: “É hora de acelerar e ir em frente”.
O programa de rádio e TV de 10 minutos, que passou pelo crivo de Lula, é uma aposta para ser um divisor de águas. Na cúpula da campanha, espera-se que a exposição se reverta em alta significativa nas pesquisas de intenção de votos. João Santana, o marqueteiro responsável, desenhou a estrutura da peça publicitária. Ele reforçou a estratégia voltada para o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, dois estados considerados emblemáticos na eleição de outubro. O primeiro pela larga vantagem que o pré-candidato do PSDB, José Serra, tem. E o segundo pelo potencial de contraponto ao peso eleitoral de São Paulo. “Quase esqueço de dizer uma coisa que eu acho sensacional. Ela nasceu em Minas Gerais e amadureceu politicamente no Rio Grande do Sul. Ela tem a ternura e a sensibilidade de fazer política dos mineiros e a intrepidez dos gaúchos. É uma bela mistura que será muito importante para o Brasil”, afirmou Lula.
Apresentando o Programa Luz Para Todos, gestado na época em que Dilma ocupava o Ministério de Minas e Energia, como modelo de gestão e eficiência, foram escolhidos a dedo os dois personagens beneficiados. Dilma entrevistou um gaúcho e uma mineira e mostrou os dois, como exemplos do sucesso do programa, que conseguiram mudar de vida graças à eletricidade.
Com todo holofote em Dilma, o PT ficou escondido, apesar de o horário ser reservado para a propaganda institucional da legenda, relegado a uma única citação durante os 10 minutos de duração do programa, bem menos do que as 21 vezes que o nome da pré-candidata foi citado. A peça escalou até os ministros da Educação, Fernando Haddad; da Fazenda, Guido Mantega; e do Planejamento, Paulo Bernardo, para destacar que parte das políticas de suas pastas tem o dedo de Dilma. Coube ao presidente do partido, José Eduardo Dutra, lembrar o PT no programa.
Comparação com Mandela
A exaltação da biografia da ex-ministra de luta contra a ditadura militar (1964-2005) serviu para Lula comparar sua pupila com o ex-presidente da África do Sul, símbolo da luta contra o regime do apartheid que segregou a maioria negra subjugada pela minoria branca do país africano. “Uma parte da história da Dilma me lembra a história do Mandela. Uma vez o Mandela me contou que só foi para o confronto porque não deram outra saída para ele. O tempo passou e o que aconteceu? Ele virou um dos maiores símbolos da paz e da união do mundo”, disse o presidente Lula.
A campanha de Dilma espera que o programa de quinta-feira coloque o adversário tucano na defensiva. O programa exaltou comparações entre Lula/Dilma e Fernando Henrique Cardoso/José Serra em três áreas: emprego, ascensão social e energia.
O programa do PT também é a senha para a campanha de Dilma partir para o ataque contra Serra. Os responsáveis pela militância na internet vão usar o espaço das redes sociais para explorar as contradições entre o que ele diz e o partido dele faz. “O Serra é contra a criação de cargos e já disse que vai criar dois ministérios. Criticou o fim do fator previdenciário, mas o partido dele ajudou a derrubar o fator”, disse o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR).
Multados
A pré-candidata do PT à Presdiência da República, Dilma Rousseff, foi multada em R$ 5 mil na quinta-feira a noite pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda antecipada no programa partidário apresentado em dezembro na televisão. Em decisão unânime, os ministros também multaram o partido em R$ 20 mil. Além do prejuízo financeiro, o próximo programa partidário do PT, no primeiro semestre de 2011, foi cassado. O julgamento da representação do PSDB contra o programa de 10 minutos começou poucos minutos depois da exibição na televisão do novo vídeo do partido.
Do Correio Braziliense
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