De escândalo em escândalo, o Brasil se acostumou a ver dinheiro em malas, meias e cuecas - como nos recentes mensalões do PT e do DEM. Mas a marca dos escândalos brasileiros é a impunidade. Segundo reportagem de Evandro Éboli, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO, levantamento da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) revela que, das ações contra autoridades no Superior Tribunal de Justiça (STJ), 40% prescrevem ou caem no limbo do Judiciário. ( Opine: Por que você acha que corrupção não dá cadeia no Brasil? )
No Supremo Tribunal Federal (STF), o percentual é de 45%. As condenações de autoridades são apenas 1% no STJ - muitas convertidas em penas pecuniárias irrisórias - e inexistem no STF. Desde que foi criada, há 17 anos, a Lei de Improbidade Administrativa condenou 1.605 pessoas. ( Leia mais: Novos vídeos mostram pacotes de dinheiro de propina no DF )
Para juízes, cientistas políticos, psicólogos e procuradores ouvidos pelo GLOBO, punir corruptos é o caminho para concluir a democratização brasileira, que trouxe o aumento da fiscalização da gestão pública. ( Leia mais: PF vai pedir quebra do sigilo bancário de Arruda e de outros 17 suspeitos de corrupção )
"Mas não conseguimos consumar a punição, ponta final do processo. O percurso precisa ser fechado urgentemente", alerta a cientista política Rita Biason.
Com partidos minados por denúncias de corrupção, falta porta-voz para a bandeira da ética . ( Assista aos vídeos que relevam indícios de corrupção no caso Arruda )
"É grave, porque pode dar condições para candidatos identificados com o 'rouba, mas faz' ganharem espaço", avalia o cientista político Leonardo Barreto.
(Leia a íntegra desta reportagem na edição digital - só para assinantes)
Leia mais:
PF vai quebrar sigilo bancário de Arruda e outros 17 investigados
Ex-secretário de Obras de Arruda teria feito planilha de caixa 2
Justiça concede reintegração de posse da Câmara do Distrito Federal
Procuradoria da Câmara do DF aceita dois dos oito pedidos de impeachment
Noblat: Arruda fala com Roriz em vídeo
Noblat: Empresa do filho de Arruda foi beneficiada
Caso Arruda inspira paródias e músicas
Desembargadores do DF negam envolvimento
No Supremo Tribunal Federal (STF), o percentual é de 45%. As condenações de autoridades são apenas 1% no STJ - muitas convertidas em penas pecuniárias irrisórias - e inexistem no STF. Desde que foi criada, há 17 anos, a Lei de Improbidade Administrativa condenou 1.605 pessoas. ( Leia mais: Novos vídeos mostram pacotes de dinheiro de propina no DF )
Para juízes, cientistas políticos, psicólogos e procuradores ouvidos pelo GLOBO, punir corruptos é o caminho para concluir a democratização brasileira, que trouxe o aumento da fiscalização da gestão pública. ( Leia mais: PF vai pedir quebra do sigilo bancário de Arruda e de outros 17 suspeitos de corrupção )
"Mas não conseguimos consumar a punição, ponta final do processo. O percurso precisa ser fechado urgentemente", alerta a cientista política Rita Biason.
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"É grave, porque pode dar condições para candidatos identificados com o 'rouba, mas faz' ganharem espaço", avalia o cientista político Leonardo Barreto.
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