(Trabalhos fotográficos do dj aildo)
Os policiais civis e servidores da Segurança Pública têm outras intenções além da retirada de presos das delegacias. A categoria, que volta ao trabalho nesta quarta-feira (25), depois de dois dias parada, pretende reduzir a jornada de trabalho para seis horas.
A reivindicação, no entanto, não é bem vista pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, o que pode dificultar as negociações e culminar com uma greve por tempo indeterminado.
O Sindicato dos policiais civis e servidores da Segurança Pública (Sinpol-RN) apresentou a pauta de reivindicações ao secretário Agripino Oliveira Neto, mas, ele informou que dificilmente a redução da jornada de trabalho será aceita.
De acordo com uma fonte do Nominuto.com, nesta terça-feira (25), o secretário respondeu que se a Secretaria de Segurança for cumprir a pauta do Sinpol-RN "os policiais não darão um prego em uma barra de sabão”.
A redução da jornada de trabalho é uma reivindicação antiga dos policiais, mas divide opiniões entre a categoria. Outro ponto da pauta apresentada pelo Sinpol-RN que, inclusive, ainda não tinha sido divulgada por eles, é a da autonomia financeira para as delegacias.
Este ponto é ainda mais difícil de ser aceito pelo secretário Agripino Neto. Ele disse nesta terça-feira que a questão será enviada a Secretaria Estadual de Planejamento, mas, confessou que dificilmente será aprovada.
Diante dessas questões, a situação dos presos em delegacias que será resolvida gradualmente pode não influenciar diretamente na queda de braços entre o Sinpol-RN e o Governo do Estado.
Um assembleia será realizada nesta quarta-feira para votar o indicativo de greve para a próxima semana. Se até segunda-feira (30) o governo não apresentar respostas para as reivindicações do Sinpol-RN, a categoria cruza os braços por tempo indeterminado.
Em relação a paralisação, o secretário Agripino Neto, disse que se ela acontecer, a Sesed solucionará o problema, inclusive com o apoio da Polícia Militar. "Não vamos deixar a população desassistida. Vamos dar um jeito. Se formos cumprir a pauta do Sinpol, os policiais civis não vão trabalhar", declarou Agripino.
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