Nesta terça-feira (1), servidores da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) paralisam as atividades até a quarta (2). Cerca de 350 trabalhadores de Natal e do interior participam do indicativo de greve que pode se estender caso não haja negociação entre a empresa e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Elétricas e Empresas Prestadores de Serviços no Setor Elétricos e Similares do RN.
O indicativo de greve foi deflagrado depois de tentativas frustradas de negociação para reajuste salarial, do abono e do vale-alimentação. Segundo o presidente do Sintern, José Fernandes, na pauta de reivindicações consta o pedido de reajuste de 9% nas perdas, abono salarial de R$ 2 mil, além do pagamento do 13º vale-alimentação revertido em dinheiro.
Fernandes explicou que após 12 anos de privatização, não houve o repasse para os funcionários. “Se formos calcular as perdas daria 12%, mas pedimos apenas 9% e a empresa ofereceu 4,3%. Estamos diante de uma empresa que, em 2009, terá um lucro líquido em média de R$ 170 milhões. O que estamos pedindo é uma forma de compensação para os funcionários que são pressionados por metas e que têm o direito a isso”, disse.
Sobre a possibilidade de suspensão do fornecimento dos serviços no RN, o presidente explicou que não haverá falta de energia, mas “caso a rede precise de alguma manutenção técnica não será realizada durante o período da paralisação”, frisou.
“A empresa não quer repassar nem índice da inflação desses anos. Eles ofereceram um abono de R$ 1.100, mais 22 vales R$ 16,40”, completou. De acordo com o Sintern, na quinta-feira (3) uma nova rodada de negociações pode ser realizada.
A assessoria de comunicação da Cosern informou que até o momento não foi comunicada da decisão do Sindicato e desconhece a paralisação. No entanto, afirmou que vem negociando com funcionários no sentido de solucionar o problema de forma eficácia.
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