Com a proximidade do maior carnaval fora de época do país, a preocupação das autoridades de saúde do Rio Grande do Norte se volta para um possível aumento dos casos da Influenza A, especialmente, no período posterior ao Carnatal. Durante a folia, entre os dias 3 e 6 de dezembro, a festa reúne milhares de turistas brasileiros e estrangeiros o que aumenta a possibilidade de que pessoas contaminadas vindas de outros estados e países disseminem o vírus H1N1.
Evitar comparecer ao evento é uma situação extrema, mas que deve ser analisada pelas pessoas que apresentem sintomas da gripe nos dias que antecedem o Carnatal. Com a confirmação do óbito de sete pacientes que haviam contraído à gripe nas últimas três semanas, a Sesap alerta os foliões devem tomar muito cuidado durante a festa.
A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Juliana Araújo, disse que historicamente a incidência de doenças respiratórias aumenta após a "passagem dos blocos pela avenida". "Normalmente os prontos-socorros registram um aumento significativo no período posterior ao Carnatal porque a galera se diverte mesmo e beija muita gente em uma única noite. Gripe e crises de garganta são sempre comuns. O problema é que esse ano temos a Influenza A", adverte.
Juliana alerta para a importância de o folião procurar o médico logo que sentir os primeiros sintomas da gripe. "Cabe aos médicos detectar se os casos que vão procurar os hospitais são da Influenza A", disse. A subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica receberá um importante aliado na batalha contra o vírus: uma equipe de Estudos da Epidemiologia do Ministério da Saúde (EPSUS). "Esses profissionais vão nos ajudar por um tempo indeterminado a investigar os casos suspeitos da Influenza A no Estado", comemora.
dn.
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