
Os senadores José Agripino Maia (DEM) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) tiveram seus nomes envolvidos nas denúncias sobre doações ilegais feitas pela construtora Camargo Corrêa, nas investigações da Operação Castelo de Areia realizada pela Polícia Federal.
Dez pessoas, entre elas quatro diretores da Camargo Corrêa, estão presas desde ontem (25) acusadas por fraudes financeiras em que haveria corrupção envolvendo partidos políticos de expressão nacional e obras públicas executadas pela construtora.
Uma lista contendo nomes de políticos e partidos está em poder dos policiais federais e do Ministério Público Federal. Além de Agripino e Flexa Ribeiro, o deputado federal Jáder Barbalho (PMDB-PA) e o ex-candidato a prefeito do Recife, Mendonça Filho (DEM-PE) foram citados como beneficiários de supostas doações irregulares. Todos negam as denúncias.
O senador José Agripino, líder do DEM, mostrou cópia do recibo de uma doação de R$ 300 mil para candidatos a prefeito no RN.
"A doação legal, mediante recibo, em valor compatível com o que o doador pode dar. Por que a citação ao meu nome? Porque eu sou líder de oposição? Porque eu combato o governo? Nem vem que não tem. Quem não deve não teme", declarou José Agripino em entrevista coletiva na sede do DEM em Brasília.
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), presidente do partido no Pará, mostrou nesta quinta-feira cópias de duas transferências bancárias - cada uma de R$ 100 mil - feitas pela Construtora Camargo Corrêa na conta do diretório estadual.
O deputado Jáder Barbalho, presidente do PMDB do Pará, confirmou ter recebido R$ 300 mil da empresa, para a campanha municipal. Por telefone ao Jornal Nacional da Rede Globo, Jader disse que a doação foi feita em conta bancária e que está registrada na Justiça eleitoral.
Mendonça Filho, do DEM de Pernambuco, disse que não recebeu R$ 100 mil, e sim R$ 300 mil, e que o dinheiro foi doado ao partido.
O DEM vai pedir acesso aos documentos apreendidos na Operação Castelo de Areia. Para o Democratas, a investigação deveria se concentrar na suspeita de superfaturamento em obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, construída pelos governos do Brasil e da Venezuela. O caso é investigado pelo Tribunal de Contas da União.
Outros três partidos -PDT, PSB e PP- negaram o recebimento de doações ilegais. Já o PPS negou ter recebido qualquer doação da construtora e acusou o governo Lula de fazer uso político da Polícia Federal.
O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), afirmou nesta quinta-feira (26) que dará início a uma investigação preliminar sobre as denúncias de doações ilegais feitas pela construtora Camargo Corrêa que envolveriam os senadores José Agripino e Flexa Ribeiro
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