Resultou em impasse a reunião entre centrais sindicais e representantes do governo, em São Paulo, nesta quinta-feira, para discutir o novo valor do mínimo, que irá vigorar a partir de 1º de janeiro de 2011. Representantes dos trabalhadores apresentaram a proposta de um mínimo no valor de R$ 580, enquanto os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência Social, Carlos Gabas, defenderam a proposta do govenro, que fixa o valor em R$ 540. Os sindicalistas também defendem aumento de 9,1% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo e correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
Na manhã desta quinta-feira, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, disse que os sindicalistas continuarão a insistir na proposta de R$ 580. "Como já foi dito pelo relator do Orçamento no Congresso, senador Gim Argello (PTB-DF), há condições de se dar esse aumento", afirmou, em referência à reunião dessa quarta-feira em que o parlamentar admitiu que o governo tem uma margem para que o valor do salário fique acima de R$ 540. O secretário também argumentou que várias categorias da iniciativa privada conseguiram aumento acima da inflação neste ano.
Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo,afirmou que o valor de R$ 540 segue o critério do acordo fechado com as centrais sindicais em 2006, com validade até 2023, de corrigir o mínimo pela inflação do ano anterior e pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois antes. "Nós manifestamos para as centrais que consideramos o acordo vitorioso e exitoso. Ele garantiu um aumento real de 60% para o mínimo durante o governo Lula, ajudou a alavancar o mercado interno, o comércio, a economia e ajudou a aplacar a crise econômica", afirmou.
Para o ministro, se as centrais quiserem modificar a política de reajuste do mínimo, precisará ser discutida a criação de um novo critério. "Mas se é para manter tem de fazer a conta e ver o que dá", afirmou.
Uma nova reunião, envolvendo os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, está prevista para terça ou quarta-feira em Brasília. O relator-geral do projeto do Orçamento da União para 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), afirmou que aguarda entendimentos entre o governo e os sindicalistas para compatibilizar o novo mínimo com o conjunto da proposta orçamentária. Ele disse acreditar na fixação de um valor superior aos R$ 540 assegurados até agora.
Do Estado de Minas
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