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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Assembleia Legislativa reage a cobranças do Governo

O projeto de lei que prevê a alteração do objeto do empréstimo para construção da adutora de Mossoró com a inclusão de obras de readequação do sistema de distribuição e tratamento de água do município não teve a tramitação dispensada na Assembleia Legislativa. Hoje a matéria será apreciada nas comissões de Constituição e Justiça e Fiscalização e Finanças e deverá ser votada na segunda-feira, às 16h. Após a reunião de líderes, ontem à tarde, o presidente da Casa, o deputado Robinson Faria (PMN) aproveitou para mandar recados políticos para a governadora Wilma de Faria (PSB). "O governo está acostumado a votar todos os projetos em regime de urgência. Como esse não foi, causou entranheza", disse.

Robinson ainda disse o governo errou e teve um ano para alterar o texto desse projeto, tendo em vista que a autorização para o financiamento foi aprovada na Casa em janeiro de 2009. "Nunca pediram prioridade para esse projeto e nem votação em regime de urgência. Agora quiseram culpar a Assembleia de não colaborar. Nós fizemos a nossa parte. Os ataques foram injustos e confudiram o povo de Mossoró. O governo do estado politizou essa votação", disse.

Robinson que achou relevate os questionamentos do deputado José Dias (PMDB) sobre a necessidade da mudança no texto do projeto. "Ele está com receio de que essa readequação do sistema de distribuição e tratamento de água prejudique a construção da adutora", declarou. A líder do governo na Assembleia, a deputada Larissa Rosado (PSB) discordou da postura de Robinson e disse que não houve politização e nem acusações do governo contra os deputados. Larissa ainda disse que mesmo sem a adutora, a rede de distribuição de água é necessária em Mossoró, porque o sistema é antigo e tem tubulações danificadas. A deputada falou novamente dos prazos para enviar o projeto à Caixa Econômica Federal, que se esgota no próximo dia 15.

Esse argumento de Larissa foi caracterizado por José Dias como chantagem. "Conheço processos que estão rolando na Caixa há dois anos. Isso é uma sede absoluta que o governo tem de ir ao pote. Mas acharam o pote da adutora pequeno e agora querem o da rede de distribuição", declarou. O deputado quer explicações mais detalhadas sobre os pontos técnicos e políticos do projeto.

Líder do PMDB não ouviu bancada

O comportamento do deputado José Dias (PMDB), único líder partidário da Casa que se negou a dispensar a tramitação do projeto nas comissões, acabou dividindo opiniões entre os membros do seu próprio partido. Os demais deputados peemedebistas, Nelter Queiroz, Poti Junior e Walter Alves foram a favor de que o projeto tivesse a tramitação dispensada e estão tentando convencer José Dias a aprovar a matéria. "Não concordamos com a forma que José Dias está levando isso. Ele anuncia que não quer liberar o projeto para votação e a informação soa como se o PMDB fosse contra. Ele é líder do partido na Casa porque foi votado por nós, que somos a maioria. Todos concordamos em votar a matéria. Vamos conversar com José Dias e tentar convencê-lo de votar. Espero que ele não crie dificuldades", disse Nelter.

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