Luiz Almir alegou afastamento por justa causa, já que estaria sofrendo “graves perseguições, discriminações e desprestígio” e que o partido está mudando de programa no âmbito estadual.
Ele disse que não vinha sendo convidado para as reuniões do partido, mas as testemunhas ouvidas negaram a existência de reuniões formais e, portanto, convocação dos filiados.
Luiz Almir também reclamou da mudança de posição do PSDB em relação ao governo do estado, dizendo que agora ele passa para “desvelada oposição”.
“Ainda que haja possibilidade de mudança futura da postura de apoio do PSDB à Governadora, a mudança ainda não se processou, não havendo que se falar em hipótese de justa causa. O que há é mera expectativa”, escreveu o procurador Fábio Venzon, que analisou o caso.
Luiz Almir preferiu não questionar a decisão. "Não quero briga com ninguém. Fiz uma consulta. Vamos ver como será a posição do TRE", disse. Ele também não quis comentar se pediu liberação para o presidente estadual, Geraldo Melo, ou para o futuro presidente, Rogério Marinho.
O deputado é tucano há oito anos e tem até 3 de outubro para mudar de partido. Ele concorrerá a reeleição independentemente da sigla à qual estará filiado. Agora, o caso será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral, que pode acatar ou não a decisão do procurador Fábio Venzon.
* Com informações do Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte
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