Geraldo Melo: rei morto, rei posto
Geraldo Melo jogou a toalha. O velho político, líder do PSDB no Rio Grande do Norte, já cansado de tantas guerras, dizia ontem (4) aos jornalistas - abre aspas - eu não tenho o direito nessa altura da minha vida, da minha carreira política, de escrever um capítulo que seja a disputa da presidência de um diretório estadual - fecha aspas.
Com estas palavras Geraldo Melo mantém o estilo nobiliárquico - o de marquês do canavial - que o notabilizou. Perde-se o cargo, mas a pose, jamais.
Sem mandato eletivo desde 2002, quando ficou fora do Senado na disputa contra José Agripino Maia e Garibaldi Filho, Geraldo Melo não teve como barrar a entrega do comando do PSDB norte-rio-grandense ao novo filiado, o deputado federal Rogério Marinho.
Rogério Marinho se filia ao PSDB como quem chega num baile funk: "pega um, pega geral". O neto de Djalma Marinho passa a ser dono de partido. Será ele quem vai cantar de galo no ninho tucano. E só confirmou a filiação ao PSDB depois que conseguiu a garantia da executiva nacional do partido de que vai, realmente, assumir o comando estadual da legenda.
Geraldo Melo tentou uma forma de manter o controle do PSDB mesmo com a filiação de Rogério Marinho. Atém ontem, o ex-senador dava declarações no sentido de manter o comando da legenda - convocou reuniões com dirigentes nacionais da legenda, falou muito à imprensa, articulou aqui e acolá, chegou a pensar em ressuscitar o político Antônio Câmara, verificou o regimento interno do PSDB, mas não deu.
Com a filiação de Rogério Marinho, marcada para a próxima sexta-feira, Geraldo terá de deixar o comando do partido.
Como prêmio de consolação, ofereceram-lhe um honroso título de vice-presidente regional do PSDB ou vice-presidente do PSDB Nordeste, como ficar melhor. Geraldo ficou de ver se aceita.
Resumo da opereta: político sem mandato não é nada, meu filho, dizia o velho Theodorico Bezerra, um dos velhos coronéis da política norte-rio-grandense.
Rogério Marinho passa a dar as cartas num dos principais partidos nacionais, cujo candidato a presidente da República, governador José Serra, tem grande chance de êxito em 2010. PSDB esse que definhou ao longo dos últimos anos com os insucessos eleitorais de seu maior líder, o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo.
Rei morto, rei posto.
Com estas palavras Geraldo Melo mantém o estilo nobiliárquico - o de marquês do canavial - que o notabilizou. Perde-se o cargo, mas a pose, jamais.
Sem mandato eletivo desde 2002, quando ficou fora do Senado na disputa contra José Agripino Maia e Garibaldi Filho, Geraldo Melo não teve como barrar a entrega do comando do PSDB norte-rio-grandense ao novo filiado, o deputado federal Rogério Marinho.
Rogério Marinho se filia ao PSDB como quem chega num baile funk: "pega um, pega geral". O neto de Djalma Marinho passa a ser dono de partido. Será ele quem vai cantar de galo no ninho tucano. E só confirmou a filiação ao PSDB depois que conseguiu a garantia da executiva nacional do partido de que vai, realmente, assumir o comando estadual da legenda.
Geraldo Melo tentou uma forma de manter o controle do PSDB mesmo com a filiação de Rogério Marinho. Atém ontem, o ex-senador dava declarações no sentido de manter o comando da legenda - convocou reuniões com dirigentes nacionais da legenda, falou muito à imprensa, articulou aqui e acolá, chegou a pensar em ressuscitar o político Antônio Câmara, verificou o regimento interno do PSDB, mas não deu.
Com a filiação de Rogério Marinho, marcada para a próxima sexta-feira, Geraldo terá de deixar o comando do partido.
Como prêmio de consolação, ofereceram-lhe um honroso título de vice-presidente regional do PSDB ou vice-presidente do PSDB Nordeste, como ficar melhor. Geraldo ficou de ver se aceita.
Resumo da opereta: político sem mandato não é nada, meu filho, dizia o velho Theodorico Bezerra, um dos velhos coronéis da política norte-rio-grandense.
Rogério Marinho passa a dar as cartas num dos principais partidos nacionais, cujo candidato a presidente da República, governador José Serra, tem grande chance de êxito em 2010. PSDB esse que definhou ao longo dos últimos anos com os insucessos eleitorais de seu maior líder, o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo.
Rei morto, rei posto.
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