Presidente da Femurn lembrou das eleições de 2010: "A população vai querer distância de nós".
Benes Leocádio: "Desde que assumimos, só tomamos medidas antipáticas".
“Sei que muitos estão se esforçando, mas se eles não levantarem a voz no Congresso Nacional, os municípios continuarão sofrendo (...) E não queiram depois vir atrás de apoio de prefeito porque a população vai quere distância de nós. Desde que assumimos, só tomamos medidas antipáticas”, afirmou durante a audiência pública na Assembleia Legislativa que reuniu, entre outras autoridades, o pré-candidato ao governo João Maia (PR).
Leocádio reclamou da demora do presidente Lula em enviar o pacote de medidas de socorro aos municípios – como a segurança de que o FPM não será menor que o repassado em 2008 – à Câmara Federal, pediu aumento do repasse para o Programa de Saúde da Família e o pagamento da dívida da União com os municípios, que, segundo ele, é de R$ 7 bilhões.
“O Governo Federal aumentou o salário mínimo e a lei nos obriga a pagar o piso para os professores, mas diminuiu os repasses (...) Os prefeitos estão se tornando meros vigias para conseguirem dar conta da folha de pagamento”, exagerou.
O presidente da Femurn deve acompanhar a Confederação Nacional dos Municípios em mais uma manifestação em Brasília dia 06 de maio. Eles tentarão uma audiência com o presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB), e com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, para tratar sobre a crise financeira.
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