O ex-senador Fernando Bezerra, atualmente sem partido, não descarta a possibilidade de voltar à vida pública, entretanto, afirma que sua decisão no momento é continuar cuidando dos negócios empresariais. "Estou sem partido. Vamos aguardar os acontecimentos. Fico contente, principalmente pelo reconhecimento das pessoas ao trabalho que realizei no Senado", disse o ex-senador, mostrando-se sensibilizado com inúmeras manifestações de prefeitos, vereadores e deputados estaduais defendendo o seu retorno à política partidária. "Quem perdeu com a saída de Fernando Bezerra do Senado foi o Estado", disse a deputada Larissa Rosado a´O JORNAL DE HOJE nesta sexta-feira, enquanto o prefeito de Luiz Gomes e presidente da AMORN, Carlos José Fernandes, afirma: "Faço parte da corrente que pede a volta de Fernando Bezerra". Quem também se pronunciou favorável ao retorno do ex-senador ao exercício de um mandato público foi o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte, prefeito de Lages, Benes Leocádio. "A ausência do ex-senador, Fernando Bezerra da política do Rio Grande do Norte, realmente tem deixado pequenas prefeituras do interior com saudades da sua atuação parlamentar na liberação de recursos federais", disse Benes, constando que todos os prefeitos do Estado que estavam com mandato na época em que Fernando Bezerra estava no Congresso Nacional conhecem a assistência que ele dava, segundo ele, até pela vinculação que o senador tinha com o presidente da República. "O Estado sabe a falta que Fernando Bezerra está fazendo", concluiu o prefeito de Lages.
OTIMISMO
Empresário da construção civil e ex-presidente da Federação das Indústrias do RN e da Confederação Nacional da Indústria, Fernando Bezerra, mesmo diante da crise financeira internacional, mostra-se otimista, afirmando que o Brasil sairá fortalecido porque está mais preparado que os demais países, principalmente o seu mercado interno. Fernando Bezerra prevê um primeiro semestre de dificuldades, mas tem a expectativa de que a situação melhora a partir do segundo semestre. "O Brasil sairá melhor da crise do que quando entrou", avalia, considerando satisfatórias as decisões adotadas pelo Governo Federal através do Banco Central, como, por exemplo, determinando a queda na taxa de juros. "As decisões estão sendo tomadas com competência", disse ele, prevendo o incremento no turismo interno e crescimento no setor da construção civil.
Materia feita pelos companheiros do Jornal de Hoje-Natal/RN.
Repórter: Ivo Freire e Joaquim Pinheiro
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