“Impetramos a ação no sentido de cumpri o texto da lei, a literalidade da lei, que determina que só podem participar de programa eleitoral gratuito aqueles que forem filiados à coligação”, explicou o advogado da coligação Vitória do Povo, Erick Pereira, acrescentando que o PT está coligado no Estado com o PSB, de Iberê, e não com o PDT, de Carlos Eduardo.
“[A candidata do PT à Presidência] Dilma Rousseff pode [aparecer ao lado de Iberê e Carlos Eduardo], Lula não”, pregou Erick, que se encontra em Brasília acompanhando as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, na noite desta quinta-feira (12), respondeu afirmativamente, ao item oito da consulta proposta pelo senador Marconi Perillo (PSDB/GO) sobre propaganda eleitoral.
Quatro dos sete ministros entenderam que o presidenciável [no caso Dilma] que concorre em coligação poderá liberar voz e imagem para programa eleitoral gratuito, em âmbito regional, para candidatos (governador, senador e deputados) concorrentes entre si [no caso Iberê e Carlos] e para candidato do partido ao qual o presidenciável é filiado.
“Ontem (12), o TSE reforçou essa tese [de Lula só poder aparecer no palanque de Iberê], apesar de não ter respondido a esta pergunta. Eles [os ministros do TSE] só responderam com relação a Dilma Rousseff [candidata do PT à Presidência da Repúbilca]”, entendeu Erick.
A reação de Carlos Eduardo
“Isso é não querer somar com uma candidatura que não é a dele, é a de Dilma”, disse. Ele afirmou que, ao contrário do candidato do PSB, apoia Lula desde 1989. “Iberê Ferreira já apoiou Collor, Itamar, Fernando Henrique Cardoso. Não sabia que agora, com Lula, ele iria querer exclusividade”, alfinetou.
“Na coligação dele tem gente apoiando [o candidato à presidência do PSDB] José Serra: o PPS e o PTB”, expôs, em tom de cobrança, explicando que esses o PPS e PTB fazem oposição a Dilma no plano nacional.
Entendendo que ações como a da Vitória do Povo atrapalha Dilma e ajuda adversários do PSDB/ DEM, Carlos Eduardo convidou Iberê para unir esforços no sentido de eleger Dilma e fazer o Brasil continuar avançando. “Existe uma linha demarcatória na política nacional: de um lado está o Brasil novo, e do outro os que estão querendo voltar atrás no tempo”.
Por Túlio Duarte












